Pesquisa avalia leite de cabra na redução de riscos de doenças

A cabra - cordel de Cátia de França

Cabras da Serra - Uma exposição ao ar livre

Pediatria Moderna - (aguarde baixar arquivo com 5MB)

Baixo consumo de cálcio no Brasil aumenta risco de osteoporose

Reino Unido tem aumento nas vendas de leite de cabra

Cadê o cálcio que estava aqui?

 

 

Cabras da Serra - Uma exposição ao ar livre


Ana Rebello                           


 Mapa de localização. Clique no mapa para apliá-lo.                                                

Chegou a hora de São Pedro da Serra, Nova Friburgo, levar a arte para as ruas com suas "Cabras da Serra". A exposição ao ar livre que começa na Sexta-feira Santa, 21 de março, e termina no dia 25 de maio de 2008, vai mostrar o "caminho das cabras" com a intervenção de artistas locais e do Rio de Janeiro. Serão 20 cabras espalhadas por pontos estratégicos da cidade, que convidam o público a um exercício de bom humor, liberdade, transgressão, investigação, desafio e mudança.
A idéia foi do designer Júlio Morgado, que, no ano passado, se deliciou com as 84 vacas do "Cow Parade" no Rio e trouxe a proposta para o Espaço Cultural São Pedro da Serra. Artistas e comerciantes locais ficaram entusiasmados e em 15 dias todas as cabras estavam vendidas. Agora 19 delas estão sendo "montadas" para a exposição. A cabra do Espaço Cultural, ou, a "Cabra dos Desejos", só será feita no sábado, dia 22 de março, por crianças orientadas pelo artista plástico Gilberto Ferreira.
Mas a "Cabra dos Desejos" não será só brincadeira de criança, não. Recortada como cofrinho, todos poderão depositar nela seus anseios de uma vida mais saudável e harmônica. A compositora paraibana Cátia de França, radicada em São Pedro da Serra, gostou tanto da exposição que criou o cordel "A Cabra", especialmente para o lançamento do Evento.

Por quê "Cabras da Serra" ?

Há quem estranhe as "Cabras da Serra" com seus longos chifres. Júlio Morgado, que as desenhou para a confecção do molde, afirma que pesquisou sobre as diversas cabras, buscando um autêntico exemplar da cabra montanhesa.
"Nossas cabras não poderiam ser diferentes. Quanto mais polêmicas, mais possibilidades de intervenção", explica Carlos Pinho, do Espaço Cultural São Pedro da Serra - Ong Educari.


Versatilidade de materiais

As cabras, em tamanho natural, foram confeccionadas em fibra de vidro e entregues aos artistas para serem preparadas para a exposição. As intervenções artísticas são livres e vão desde a pintura até recortes especiais, passando por trabalhos de adesivação. Cada cabra é batizada pelo seu "dono" e ficará em exposição para a escolha pelo público da cabra mais bonita.
As votações poderão ser feitas através do folder de divulgação disponível em todo o comércio participante, devendo o cupom ser depositado na urna do Espaço Cultural São Pedro da Serra, ou pelo site www.educari-ong.org
A cabra mais votada renderá ao seu "dono" um prêmio de R$500,00 concedido pelo Espaço Cultural São Pedro da Serra. Mas atenção: os internautas só poderão votar uma vez.

Concurso de fotografia e Exposição fotográfica

Fotos das cabras também terão concurso e a vencedora ganhará um prêmio de R$200,00. As melhores fotos serão expostas no Espaço Cultural São Pedro da Serra.
Para concorrer, a foto deve ser enviada por e-mail (concurso-fotocabras@educari-ong.org) em duas resoluções diferentes: baixa resolução (dimensão máxima de 640 pixels) para a seleção; e alta resolução (dimensão máxima de 3.000 pixels) para a impressão. Não esqueça o autor e o título da foto, além de contato telefônico.

 

Feira de produtos de cabra

O Espaço Cultural São Pedro da Serra procura parceiros para realizar uma feira de produtos de cabra durante a exposição.

 

Serviço:
Exposição: Cabras da Serra
Local: pelas ruas de São Pedro da Serra, 7º distrito de Nova Friburgo (RJ). Confira os pontos de exposição no site da Educari ( www.educari-ong.org )
Data: de 21 de março a 25 de maio de 2008

Contatos: Espaço Cultural São Pedro da Serra - Ong Educari
Rua Rodrigues Alves, 237 - São Pedro da Serra - 7º distrito de Nova Friburgo (RJ) - Tel: (22) 2542-3365. - E-mail: contato@educari-ong.org

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Baixo consumo de cálcio no Brasil aumenta risco de osteoporose (Fonte: O Globo, caderno Ciência e Vida, 21 de outubro de 2007.)

O brasileiro corre o risco de andar mal das pernas, literalmente. Estudo do Grupo de Pesquisa em Nutrição, Exercício e Saúde da UFRJ constatou consumo deficiente de cálcio entre atletas de várias modalidades e faixas etárias. Apesar desse grupo ser considerado exemplo de saúde, a ingestão média de cálcio foi de 500mg/dia. Índice muito abaixo do ideal: cerca de 1.000 mg/dia. Uma conseqüência é a osteoporose.

Segundo um relatório “White Paper”, da Fundação Internacional de Osteoporose (FIO), divulgado ontem, Dia Mundial de Combate à Osteoporose, são registradas ao ano 1,6 milhão de fraturas de quadril. E este é apenas um dos problemas ligados à osteoporose. Com a maior expectativa de vida, a situação vai se agravar.

O quadro é ainda mais sério porque não são apenas atletas que estão com uma dieta pobre em cálcio. Levantamento da Unifesp e da Faculdade de Saúde Pública da USP, com 2.240 pessoas de todas as classes, em 150 cidades, mostrou que o mineral é deficiente em 90% do universo pesquisado. A média foi de 400 mg/dia.

Leite e derivados são a maior fonte

A nutricionista Beatriz Gonçalves Ribeiro, do departamento de nutrição e dietética da UFRJ, diz que o consumo deve variar de acordo com a faixa etária e as necessidades. Para crianças de 1 ano a 8 anos é de 500mg/dia a 800mg/dia. Aos 9 anos, passa para 1.300mg/dia. Aos 70 anos é de 1.200mg/dia:

— As maiores fontes são leite e produtos lácteos. Além de alta concentração de cálcio, têm melhor biodisponibilidade em relação a feijões e vegetais de folha verde escura.

Na infância, na adolescência, na gravidez e na amamentação as necessidades aumentam. O acúmulo de massa óssea ocorre da puberdade até o início da fase adulta.

— O baixo consumo na adolescência resulta em menor mineralização óssea, que pode causar osteoporose na terceira idade — diz Vilma Blondet, professora adjunta de nutrição da UFF. — Beber três copos duplos de leite ao dia, cerca de 600ml, pode ser suficiente para um adulto.

Na velhice, há naturalmente perda de massa óssea. Isso porque idosos têm menor eficiência na fotoconversão da vitamina D, o que prejudica a absorção de cálcio no intestino. Daí a recomendação de o idoso de se expor ao sol da manhã por 30 minutos diariamente. Para Beatriz, a suplementação dever ser feita depois de exames. Nos suplementos, o cálcio em forma de citrato é mais rapidamente absorvido do que o carbonato, embora seja mais caro.

A densidade óssea depende de outros nutrientes, como fósforo, magnésio, vitamina D, flúor, vitamina C e zinco.

— Uma dieta rica em leite e produtos lácteos, frutas e vegetais garante o aporte adequado de nutrientes aos ossos — afirma a nutricionista.

O cálcio é tão importante que, além de fortalecer os ossos, evita o excesso de peso. Estudos associam a falta desse mineral à epidemia de obesidade. Segundo Vilma, ele é fundamental na regulação do metabolismo das gorduras.

Aliado contra o ganho de peso

Estudo da Universidade do Tennessee revelou que dieta com cálcio aumenta a lipólise (a quebra do lipídio no tecido adiposo) e inibe a lipogênese (a síntese do lipídio), o que se traduz por perda de peso.

— A falta de cálcio aumenta a chance de obesidade. As conclusões são resultado de testes com roedores submetidos a dietas ricas e pobres em cálcio — diz Vilma.

Fitatos diminuem a absorção de cálcio. Eles estão, em maior quantidade, em cereais e sementes. O mesmo ocorre com ácido oxálico, encontrado em espinafre, batata-doce, feijão, chocolate. A cafeína está associada à perda óssea em mulheres na menopausa que ingerem pouco cálcio.

Muito sódio eleva a perda de cálcio na urina, principalmente na menopausa. Da mesma forma que antiácidos, laxativos, diuréticos, anticonvulsivantes estimulam sua excreção e/ou prejudicam a retenção nos ossos. Por outro lado, o abuso (acima 2.500mg/dia), pode causar pedras nos rins e insuficiência renal.

Apesar de as mulheres serem mais vulneráveis à osteoporose, os homens devem se cuidar. O reumatologista Rubem Lederman, da FIO, diz que além de consumir cálcio é preciso fazer exercícios, de preferência de mais impacto.

(Fonte: O Globo, caderno Ciência e Vida, 21 de outubro de 2007.)

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Reino Unido tem aumento nas vendas de leite de cabra (Fonte: Oanda.com)

O leite de cabra agora se tornou um dos produtos lácteos de mais rápido crescimento em meio a afirmações sobre seus benefícios para a saúde, de acordo com a rede se supermercados Tesco, informou reportagem do site Scotsman. A analista de varejo, TNS, disse que a indústria de leite de cabra britânica tem agora um valor de 25 milhões de libras esterlinas (US$ 50,38 milhões) por ano. No ano passado, a demanda cresceu 11%.

Até os anos setenta, a demanda por leite de cabra no Reino Unido era tão pequena que raramente este produto era registrado como parte das vendas gerais de leite e mesmo depois disso, o produto continuava sendo oferecido apenas por algumas lojas de produtos benéficos à saúde.

A Tesco disse que o recente boom foi devido à melhora nos métodos de produção rural e à conscientização dos compradores sobre os benefícios para a saúde deste produto, como melhora na digestão, eczema e asma.

Mike Hind,dono da maior produtora de leite de cabra britânica em Seaton Ross, Yorkshire, fornece mais da metade do leite de cabra britânico. Sua fazenda viu a demanda por leite de cabra quadruplicar nos últimos sete anos e eles recentemente compraram uma propriedade de 344 hectares para aumentar o rebanho caprino e suprir a crescente demanda por leite e outros produtos.

"As razões de saúde têm um importante papel no crescente sucesso do leite de cabra e estamos fazendo uma pesquisa perguntando às pessoas quais benefícios aproveitam do produto. Nós temos dados de mais de 10 mil clientes e a melhoria na digestão foi o maior benefício citado", disse Hind.

Em 05/07/09 - 1 Libra Esterlina = US$ 2,01551
0,49615 Libra Esterlina = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

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Cadê o cálcio que estava aqui? (Fonte: VEJA - 30 de maio de 2007 - ano 40 - nº 21)

A falta do mineral na dieta dos jovens brasileiros preocupa os médicos. Num futuro próximo, essa carência pode aumentar a incidência de osteoporose
Doença típica de mulheres na menopausa, a osteoporose entrou para o rol das preocupações dos pediatras. O motivo é que, essencial para a formação de um esqueleto forte, o cálcio praticamente desapareceu da dieta das crianças e adolescentes brasileiros. Se nada for feito para reverter esse quadro, os especialistas prevêem uma epidemia de ossos fracos num futuro bem próximo. A baixa ingestão do mineral na juventude aumenta em 20% o risco de osteoporose na idade adulta. "É urgente, portanto, mudar os hábitos alimentares de nossos jovens", diz a endocrinologista Marise Lazaretti Castro, diretora do departamento de doenças osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Alguns médicos, inclusive, já indicam a suplementação do mineral para seus pacientes, especialmente as meninas, a partir dos 10 anos.


Os cuidados tomados na juventude são cruciais para a manutenção de ossos saudáveis. Mais de 90% de todo o cálcio a ser usado ao longo da vida é estocado pelo organismo até o final da adolescência. "Depois disso, o tecido ósseo não absorve mais o mineral com a mesma eficiência", diz a médica Marise. Um dos poucos levantamentos feitos no país para medir o teor de cálcio na dieta das crianças e adolescentes foi conduzido pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. A ser apresentado em outubro durante o congresso anual da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, o estudo reforça a necessidade de mudanças drásticas no cardápio dos jovens. Para garantir a saúde dos ossos até a velhice, é necessário ingerir, entre os 10 e os 18 anos, 1 300 miligramas de cálcio todos os dias, o equivalente a cinco copos de leite. A média de nossos meninos e meninas atualmente é de apenas 600 miligramas -- metade do que se consumia duas décadas atrás.


A falta do mineral na dieta dos jovens é conseqüência da profunda mudança de hábitos alimentares ocorrida nos últimos anos. "Infelizmente, as crianças perderam o costume, por exemplo, de tomar um copo de leite antes de dormir", diz o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital São Luiz, em São Paulo. Pode parecer bobagem, mas um copo de leite a mais por dia faz muita diferença na construção de um esqueleto vigoroso. O leite é a principal fonte de cálcio. Entre 1987 e 2003, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo do alimento caiu 34%. O de refrigerante, no mesmo período, cresceu 65%. O cálcio também saiu das mesas brasileiras quando os grãos e verduras perderam espaço para os salgadinhos e lanches fast-food (veja quadro). Além disso, as refeições à mesa, com a família reunida, deram lugar, na maioria das vezes, a uma atividade solitária e apressada, diante da televisão ou do computador -- o que significa menos supervisão do que a moçada anda comendo.


Médicos do Hospital das Clínicas, de São Paulo, avaliaram os hábitos alimentares de garotas entre 10 e 20 anos. De cada 100 meninas, 75 faziam, no máximo, duas refeições por dia. "A falta de tempo e a preocupação com dietas de emagrecimento fazem com que a refeição mais sacrificada por essas jovens seja o café-da-manhã, justamente onde a oferta de cálcio é maior", diz o pediatra Mauro Fisberg, especialista em nutrição. A estudante Anne Coimbra, de 10 anos, freqüentemente vai para a escola de manhã sem colocar nada na boca. "Para que perder tempo comendo em casa? Prefiro dormir até um pouco mais tarde e comer um lanche no recreio", diz ela. A carência de cálcio na dieta de Anne alarmou o seu médico. Ele recomendou incrementar a alimentação com leite e derivados, mas a garota não se convence: "Meu sonho seria almoçar e jantar comida japonesa e só tomar refrigerante". O (pouco) cálcio que Anne consome exige que sua mãe, Adriana, se desdobre em invenções. O leite servido à menina vem sob a forma de milk-shake e o queijo, disfarçado no meio do bolinho de carne, tem de ser bem picadinho para que ela não sinta o gosto. Garantir ossos fortes para Anne é uma dureza para Adriana.


Tostados e perigosos
O franguinho grelhado está na berlinda - assim como o churrasco, o queijo na brasa e outros pratos que fazem a alegria dos brasileiros. O motivo não é a quantidade de calorias ou gorduras saturadas contida em tais alimentos, mas o seu modo de preparo. De acordo com uma pesquisa coordenada por médicos da Faculdade de Medicina Mount Sinai, nos Estados Unidos, recém-publicada na revista científica Journal of Gerontology: Medical Sciences, comidas assadas e grelhadas (para não falar das fritas, é claro) oferecem riscos à saúde. Quanto mais tostadas, pior. Descobriu-se que, durante o preparo, o calor excessivo a que são submetidas produz toxinas que podem levar ao envelhecimento precoce e a vários distúrbios, como diabetes, infarto, derrame, doença de Alzheimer e artrite reumatóide. Essas toxinas são chamadas de AGEs, sigla em inglês para "produto final da glicação avançada". "A população precisa ser alertada sobre os perigos dessas toxinas e controlar seu consumo, assim como já controla o de sal e de gorduras trans", diz a geriatra americana Helen Vlassara, principal autora do estudo.


Depois da ingestão de um alimento assado, grelhado ou frito, uma parte das AGEs é eliminada pelos rins e outra fica circulando no sangue. Como são estruturas muito instáveis, essas toxinas favorecem a formação de radicais livres e, em conseqüência, danificam vários órgãos e tecidos do organismo, especialmente as artérias. Ao analisar cerca de 200 homens e mulheres, os pesquisadores observaram que, entre as pessoas com 45 anos ou mais, a concentração de AGEs no sangue era, em média, 35% maior do que entre os mais jovens. Ou seja, com o passar do tempo, o organismo acumula ainda mais essas toxinas. O que fazer? Por enquanto, a única maneira de reduzir a quantidade de AGEs na comida é optar por prepará-la cozida, fervida ou no vapor, preferencialmente em temperaturas abaixo de 120ºC. Sim, você está certo: a cada dia parece que fica mais difícil ter prazer à mesa.


Fonte: VEJA - 30 de maio de 2007 - ano 40 - nº 21

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